Conheça os tipos de carrapatos que podem afetar seu animal de estimação

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🕷️ Conheça os tipos de carrapatos que podem afetar seu animal de estimação

Tipos de carrapatos que podem ser encontrados presos ao cachorro ou ao gato e que costuma preocupar qualquer tutor.

E com razão.

Além do desconforto causado pela picada e pela perda de sangue, alguns carrapatos podem transmitir agentes infecciosos capazes de provocar doenças importantes nos animais e, em determinadas situações, nas pessoas.

Mas existe uma informação fundamental:

nem todo carrapato é igual.

Existem centenas de espécies de carrapatos no mundo, com diferentes características, hospedeiros e importância epidemiológica. No Brasil, cães podem ser parasitados por diferentes espécies dependendo da região e do ambiente em que vivem. Estudos brasileiros identificam, entre outras, espécies dos gêneros Rhipicephalus e Amblyomma em cães.

O artigo da Petz que serve como referência para este conteúdo destaca principalmente o carrapato-vermelho-do-cão (Rhipicephalus sanguineus) e o chamado carrapato-estrela, tradicionalmente associado ao complexo Amblyomma cajennense.

Hoje, porém, é importante fazer uma atualização técnica: no Brasil, o carrapato anteriormente tratado como Amblyomma cajennense inclui diferentes espécies, e o Amblyomma sculptum é um dos principais vetores associados à febre maculosa brasileira.

🕷️ O que é um carrapato?

O carrapato é um aracnídeo, pertencente ao grupo dos ácaros.

Assim como outros ectoparasitas, ele depende de um hospedeiro para obter alimento.

Durante a alimentação, o carrapato se fixa à pele e suga sangue.

Ele pode parasitar:

  • cães;
  • gatos;
  • cavalos;
  • bovinos;
  • animais silvestres;
  • aves;
  • répteis;
  • e, dependendo da espécie e da situação, seres humanos.

O tipo de hospedeiro utilizado varia de acordo com a espécie e com a fase do ciclo de vida.

🔬 Quantos tipos de carrapatos existem?

Existem mais de 800 espécies de carrapatos descritas no mundo, pertencentes à ordem Ixodida.

Isso significa que seria impossível listar todos os tipos que podem existir em diferentes regiões.

Para o tutor brasileiro, entretanto, é mais útil conhecer aqueles que podem aparecer nos animais domésticos e entender por que a identificação da espécie é importante.

🐶 1. Carrapato-vermelho-do-cão

Rhipicephalus sanguineus sensu lato

Esse é um dos carrapatos mais importantes para quem tem cachorro.

É conhecido popularmente como:

  • carrapato-vermelho-do-cão;
  • carrapato-marrom;
  • carrapato do cachorro.

Ele está especialmente associado aos cães e pode ocorrer também em ambientes urbanos.

Estudos brasileiros mostram que Rhipicephalus sanguineus sensu lato é uma das espécies mais frequentemente encontradas em cães, especialmente em ambientes urbanos.

🏠 O carrapato do cão pode viver dentro de casa?

Sim.

Esse é um dos motivos pelos quais ele merece tanta atenção.

O problema não está apenas no carrapato que conseguimos enxergar no corpo do cachorro.

Parte importante do ciclo pode ocorrer no ambiente.

Por isso, em uma infestação, retirar alguns carrapatos do animal pode não ser suficiente.

O ambiente também precisa ser avaliado e, quando necessário, tratado adequadamente.

🩸 Quais doenças podem estar associadas ao carrapato do cão?

Rhipicephalus sanguineus pode participar da transmissão de diferentes agentes infecciosos.

Entre as doenças importantes em cães estão:

  • erliquiose;
  • babesiose;
  • anaplasmose;
  • outras infecções transmitidas por carrapatos.

A importância de cada agente depende da região, da população de carrapatos e das condições epidemiológicas locais.

Além disso, estudos brasileiros já documentaram a presença de Rhipicephalus sanguineus em gatos e sua associação com agentes como Ehrlichia canis, mostrando que não devemos considerar o gato completamente fora desse cenário.

🐴 2. Carrapato-estrela

Amblyomma sculptum

O chamado carrapato-estrela é provavelmente um dos carrapatos mais conhecidos pelos brasileiros.

Ele também pode receber nomes populares como:

  • carrapato-do-cavalo;
  • rodoleiro;
  • micuim;
  • vermelhinho, dependendo da fase de desenvolvimento.

Aqui existe uma atualização importante.

Durante muito tempo, o carrapato-estrela foi tratado em materiais populares como Amblyomma cajennense. Atualmente, a literatura brasileira diferencia espécies dentro do chamado complexo Amblyomma cajennense, sendo o Amblyomma sculptum um dos principais vetores da febre maculosa brasileira em determinadas regiões.

🌳 Onde o carrapato-estrela pode ser encontrado?

O risco aumenta em determinados ambientes, especialmente:

  • áreas rurais;
  • pastagens;
  • áreas de vegetação;
  • matas;
  • regiões próximas a cursos d’água;
  • locais onde existem hospedeiros como cavalos e capivaras.

O Amblyomma sculptum possui ampla importância epidemiológica no Brasil e está associado principalmente a determinados ambientes do Cerrado e áreas modificadas da Mata Atlântica.

⚠️ Carrapato-estrela transmite febre maculosa?

Alguns carrapatos do gênero Amblyomma podem transmitir agentes causadores da febre maculosa.

No Brasil, o Amblyomma sculptum é um importante vetor associado à Rickettsia rickettsii, agente da febre maculosa brasileira em determinadas áreas. Outros carrapatos, como Amblyomma aureolatum e Amblyomma ovale, também possuem importância na transmissão de riquétsias no país.

Mas atenção:

não é correto dizer que todo carrapato transmite febre maculosa.

A transmissão depende da presença do agente infeccioso e do vetor competente.

👤 O carrapato-estrela também pode picar pessoas?

Sim.

O Amblyomma sculptum pode parasitar seres humanos.

O Ministério da Saúde recomenda que pessoas expostas a áreas de risco façam inspeção cuidadosa do corpo e dos animais após a exposição. Quanto mais rapidamente um carrapato aderido for removido, menor tende a ser o risco de transmissão de determinadas infecções.

🐕 3. Carrapato-amarelo-do-cão

Amblyomma aureolatum

Outro carrapato importante para cães é o Amblyomma aureolatum, conhecido em algumas regiões como carrapato-amarelo-do-cão.

Ele está associado principalmente a ambientes de mata e áreas rurais ou periurbanas.

Estudos realizados no Brasil identificaram A. aureolatum parasitando cães, especialmente aqueles com acesso a ambientes onde há contato com fauna silvestre.

🌳 Por que esse carrapato merece atenção?

O Amblyomma aureolatum possui importância epidemiológica na transmissão de Rickettsia rickettsii em determinados cenários.

Em áreas da Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, cães com acesso a fragmentos de Mata Atlântica podem carregar carrapatos adultos para o ambiente domiciliar, criando uma possível ponte entre áreas de mata e as pessoas que vivem na residência.

Isso demonstra por que:

cachorro que frequenta áreas de mata precisa de prevenção antiparasitária adequada.

🐕 4. Carrapato Amblyomma ovale

O Amblyomma ovale também pode parasitar cães.

Sua importância varia de acordo com a região e o ambiente.

Ele está entre as espécies de Amblyomma encontradas em cães no Brasil. Estudos realizados no Sul do país, por exemplo, identificaram A. ovale junto com Rhipicephalus sanguineus e A. aureolatum.

O Amblyomma ovale também possui importância na epidemiologia de riquétsias associadas a ambientes de Mata Atlântica.

🐶 5. Outros carrapatos podem parasitar cães

E aqui está uma informação que muitos tutores desconhecem:

a lista não termina nesses quatro.

Dependendo da região, do ambiente e do acesso do animal a áreas rurais ou de mata, outras espécies podem ser encontradas.

Um estudo brasileiro publicado em 2024, por exemplo, identificou em cães domésticos seis espécies de carrapatos em uma área de proteção ambiental:

  • Rhipicephalus linnaei;
  • Amblyomma aureolatum;
  • Amblyomma sculptum;
  • Amblyomma ovale;
  • Amblyomma dubitatum;
  • Rhipicephalus microplus.

Isso reforça uma ideia importante:

o tipo de carrapato encontrado no pet depende muito da região e do ambiente ao qual ele tem acesso.

🐱 E os gatos também podem pegar carrapatos?

Sim.

Embora os cães sejam frequentemente associados aos carrapatos, gatos também podem ser parasitados.

Um exemplo é o Rhipicephalus sanguineus, já documentado em gatos domésticos no Brasil.

Gatos que:

  • têm acesso à rua;
  • vivem em áreas rurais;
  • convivem com cães infestados;
  • frequentam áreas de vegetação;
  • caçam;

podem apresentar maior exposição.

🕷️ Como o carrapato chega ao animal?

Existem várias possibilidades.

🌳 1. Contato com áreas infestadas

O cachorro pode adquirir carrapatos durante passeios em locais onde existem carrapatos e hospedeiros.

🐕 2. Contato com outro animal

Um animal infestado pode transportar carrapatos para o ambiente ou favorecer a disseminação entre animais.

🏠 3. Ambiente contaminado

Em algumas espécies, especialmente o carrapato associado aos cães, o ambiente doméstico pode participar ativamente do ciclo.

🏙️ Carrapato existe apenas em área rural?

Não.

Esse é um dos principais erros dos tutores.

O Rhipicephalus sanguineus é especialmente importante em ambientes urbanos e pode infestar cães que praticamente não saem de casa. Estudos brasileiros descrevem essa espécie como predominante em muitos cenários urbanos.

Portanto:

“Meu cachorro mora em apartamento” não significa risco zero.

🐕 Quais são os sinais de que o cachorro está com carrapato?

O sinal mais óbvio é encontrar o próprio parasita preso à pele.

Mas o cachorro também pode apresentar:

  • coceira;
  • irritação da pele;
  • vermelhidão;
  • pequenas feridas;
  • desconforto;
  • inquietação.

Quando existe transmissão de agentes infecciosos, podem surgir sinais mais importantes.

🚨 Sinais de alerta após exposição a carrapatos

Fique atento a:

  • febre;
  • apatia;
  • falta de apetite;
  • fraqueza;
  • perda de peso;
  • mucosas pálidas;
  • sangramentos;
  • manchas ou petéquias;
  • urina escura;
  • vômitos;
  • alterações neurológicas.

Esses sinais não significam necessariamente “doença do carrapato”, pois várias doenças podem causar sintomas semelhantes.

O diagnóstico precisa ser feito pelo médico-veterinário.

🩸 Por que as doenças transmitidas por carrapatos são perigosas?

Porque algumas podem comprometer:

  • células sanguíneas;
  • plaquetas;
  • órgãos internos;
  • sistema imunológico;
  • sistema nervoso.

A gravidade varia conforme o agente, a condição do animal e o momento em que o problema é diagnosticado.

Por isso:

carrapato não deve ser tratado como uma simples “coceirinha”.

🕷️ Encontrei um carrapato no meu cachorro. O que fazer?

Primeiro:

não entre em pânico.

Encontrar um carrapato não significa automaticamente que o cachorro está infectado.

Mas o parasita deve ser removido adequadamente e o animal deve ser avaliado quanto à necessidade de prevenção e acompanhamento.

Se você não souber retirar o carrapato com segurança, procure o veterinário.

🚫 O que NÃO fazer?

Evite:

  • esmagar o carrapato preso à pele;
  • arrancá-lo de qualquer maneira;
  • aplicar produtos caseiros;
  • colocar álcool, querosene ou substâncias irritantes sobre o animal;
  • queimar o carrapato;
  • usar medicamentos sem orientação.

Produtos caseiros podem causar intoxicação ou lesões na pele do pet.

🏠 E se encontrei vários carrapatos dentro de casa?

Atenção.

Isso pode indicar uma infestação ambiental.

Nessa situação, retirar apenas os carrapatos encontrados no cachorro provavelmente não será suficiente.

O ambiente precisa ser avaliado e pode ser necessário um controle ambiental específico, seguindo orientação profissional e utilizando produtos adequados para residências com animais.

🧹 Por que tratar apenas o cachorro pode não resolver?

Porque algumas espécies possuem fases do ciclo de vida no ambiente.

No caso do carrapato associado aos cães, por exemplo, o ambiente doméstico pode funcionar como importante local para desenvolvimento das formas não parasitárias.

Por isso, em infestações estabelecidas, é necessário pensar em:

animal + ambiente + prevenção contínua.

💊 Como prevenir carrapatos?

A prevenção deve ser individualizada.

Existem diferentes opções disponíveis, como:

  • comprimidos;
  • pipetas;
  • coleiras;
  • sprays;
  • outros produtos antiparasitários.

A escolha depende de fatores como:

  • espécie;
  • idade;
  • peso;
  • estilo de vida;
  • exposição;
  • presença de outros animais;
  • histórico de saúde;
  • região.

A recomendação do produto deve ser feita pelo médico-veterinário.

⚠️ Atenção especial com gatos

Esse é um ponto extremamente importante.

Nunca utilize um antiparasitário destinado a cães em um gato sem confirmação de que ele é seguro para felinos.

Alguns princípios ativos presentes em produtos para cães podem ser perigosos para gatos.

Por isso:

produto para cachorro não significa automaticamente produto para gato.

🪳 Controle de pulgas e carrapatos

Muitos produtos modernos possuem ação contra mais de um ectoparasita.

Isso pode ser interessante para alguns animais.

Mas a escolha deve considerar o perfil individual do pet.

Não é necessário comprar simplesmente o produto “mais forte”.

O objetivo é escolher:

o produto adequado para aquele animal, naquele ambiente e naquele nível de exposição.

🌿 Meu cachorro vai para sítio ou fazenda. Preciso de mais cuidado?

Sim.

O risco pode aumentar em ambientes com:

  • vegetação;
  • animais de grande porte;
  • cavalos;
  • capivaras;
  • fauna silvestre;
  • pastagens;
  • matas.

Antes da viagem, converse com o veterinário sobre o protocolo preventivo mais adequado.

🔎 Faça uma inspeção no pet depois do passeio

Depois de visitar áreas de maior risco, examine cuidadosamente:

  • orelhas;
  • pescoço;
  • entre os dedos;
  • axilas;
  • virilha;
  • barriga;
  • região ao redor do focinho;
  • base da cauda.

Os carrapatos podem ser pequenos, especialmente nas fases imaturas.

👤 E o tutor também deve se examinar?

Sim.

Se você esteve em uma área com carrapatos, examine seu próprio corpo.

O Ministério da Saúde recomenda verificar a presença de carrapatos no corpo e nos animais após exposição e retirar rapidamente os parasitas encontrados.

🚨 Carrapato no cachorro pode passar doença para o tutor?

É importante separar duas situações.

O cachorro não transmite diretamente a febre maculosa para a pessoa pelo simples contato.

A transmissão ocorre pela picada de um carrapato infectado.

Entretanto, o animal pode transportar carrapatos para dentro de casa, dependendo da espécie e do ambiente.

Isso cria uma oportunidade de exposição para as pessoas.

Em determinados cenários, cães que frequentam áreas de mata podem carregar carrapatos para o ambiente doméstico.

🌡️ Febre depois de encontrar carrapato: atenção

Se uma pessoa teve contato com carrapatos e posteriormente apresentar:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dor muscular;
  • mal-estar;
  • manchas na pele;
  • prostração;

deve procurar atendimento médico e informar que teve exposição a carrapatos.

A febre maculosa pode evoluir rapidamente e o Ministério da Saúde orienta que o tratamento seja iniciado diante de suspeita clínica, sem aguardar o resultado laboratorial.

🐕 Meu cachorro está com carrapato, mas parece saudável. Preciso me preocupar?

Não é motivo para pânico.

Mas é motivo para agir.

Um cachorro pode apresentar carrapatos sem necessariamente estar infectado.

Porém, dependendo da espécie e da região, existe risco de transmissão de agentes infecciosos.

Por isso, o ideal é:

1. remover adequadamente;

2. avaliar o animal;

3. revisar a prevenção;

4. verificar o ambiente;

5. observar sinais clínicos.

📋 Checklist do tutor

Se você encontrar carrapatos no seu pet:

☐ Não use receitas caseiras.

☐ Remova adequadamente ou procure o veterinário.

☐ Observe o local da picada.

☐ Examine o restante do corpo.

☐ Verifique outros animais da casa.

☐ Avalie o ambiente.

☐ Revise o protocolo antiparasitário.

☐ Observe sinais como febre, apatia e falta de apetite.

☐ Se houver vários carrapatos no ambiente, procure orientação profissional.

☐ Se você também foi exposto, examine seu corpo.


❓ Perguntas frequentes

Quantos tipos de carrapatos existem?

Existem mais de 800 espécies descritas no mundo. Apenas uma parcela delas possui importância direta para cães, gatos e seres humanos.

Qual é o carrapato mais comum em cachorros?

Em muitos ambientes urbanos brasileiros, o Rhipicephalus sanguineus sensu lato, conhecido como carrapato-vermelho-do-cão, é uma das espécies mais importantes.

O carrapato-estrela é perigoso?

Pode ser. Alguns carrapatos do gênero Amblyomma participam da transmissão de riquétsias causadoras de febre maculosa. O risco depende da espécie, da região e da presença do agente infeccioso.

Carrapato de cachorro pega em gato?

Sim. Gatos também podem ser parasitados por determinadas espécies de carrapatos, inclusive Rhipicephalus sanguineus sensu lato.

Carrapato pode viver dentro de casa?

Algumas espécies, especialmente o carrapato associado aos cães, podem manter parte importante do ciclo no ambiente doméstico.

Meu cachorro só fica dentro de casa. Ele pode pegar carrapato?

Sim. O risco pode ser menor em algumas situações, mas não é zero.

Carrapato transmite doença para humanos?

Algumas espécies podem transmitir agentes infecciosos aos seres humanos. A febre maculosa é um exemplo importante no Brasil.

Todo carrapato transmite febre maculosa?

Não. A transmissão depende do agente e do vetor envolvidos.

Posso usar o mesmo antiparasitário no cachorro e no gato?

Não necessariamente. Alguns produtos ou princípios ativos seguros para cães podem ser tóxicos para gatos. Consulte o veterinário antes de utilizar qualquer produto.

Encontrei um carrapato. Meu cachorro está com “doença do carrapato”?

Não necessariamente. O diagnóstico depende de avaliação clínica e, quando indicado, exames complementares.

🔗 Leia também

🚨 Aviso importante

Este artigo possui finalidade educativa e informativa e não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou tratamento realizado por médico-veterinário.

A presença de um carrapato no animal não significa automaticamente que ele esteja infectado por algum agente causador de doença. O risco depende da espécie do carrapato, da região, do agente presente e de outros fatores epidemiológicos.

Não utilize produtos caseiros, substâncias tóxicas ou medicamentos sem orientação profissional.

Nunca utilize um produto antiparasitário destinado a cães em gatos sem confirmar sua segurança para felinos.

Se o animal apresentar febre, apatia, perda de apetite, fraqueza, sangramentos, mucosas pálidas, urina escura ou outras alterações após exposição a carrapatos, procure atendimento veterinário.

Se uma pessoa encontrar um carrapato aderido ao corpo, deve removê-lo cuidadosamente e procurar orientação médica caso tenha ocorrido exposição em área de risco ou desenvolva sintomas compatíveis com doença transmitida por carrapatos. O Ministério da Saúde orienta que, diante de suspeita de febre maculosa, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, sem aguardar o resultado laboratorial.

🩺 Revisão técnica

Os carrapatos possuem grande importância veterinária e de saúde pública porque podem atuar como vetores de diversos agentes infecciosos.

No Brasil, Rhipicephalus sanguineus sensu lato é especialmente importante em cães de ambientes urbanos, enquanto diferentes espécies de Amblyomma podem ser encontradas em animais que frequentam áreas rurais, de mata ou ambientes com fauna silvestre.

O artigo-base da Petz cita o Rhipicephalus sanguineus e o chamado carrapato-estrela entre os principais carrapatos de interesse para cães.

Como atualização taxonômica, o Ministério da Saúde atualmente destaca Amblyomma sculptum, anteriormente incluído no complexo Amblyomma cajennense, como importante vetor da Rickettsia rickettsii em determinados cenários brasileiros. Amblyomma aureolatum e Amblyomma ovale também possuem importância epidemiológica na transmissão de riquétsias.

A prevenção deve considerar não apenas o animal, mas também ambiente, estilo de vida e exposição regional.

📚 Fontes científicas e veterinárias

1. Petz — Conheça os tipos de carrapatos que podem afetar seu animal de estimação

Artigo utilizado como referência editorial inicial para este conteúdo, abordando os principais tipos de carrapatos, ocorrência em cães, riscos e medidas preventivas.

Petz — Tipos de carrapatos

2. Ministério da Saúde — Febre Maculosa

Fonte oficial sobre febre maculosa no Brasil, agentes causadores, vetores, transmissão, sintomas e medidas de prevenção.

Ministério da Saúde — Febre Maculosa

3. Ministério da Saúde — Aspectos epidemiológicos, clínicos e ambientais da Febre Maculosa

Documento técnico que apresenta a importância de espécies como Amblyomma sculptum, A. aureolatum e A. ovale na epidemiologia das riquetsioses no Brasil.

Ministério da Saúde — Febre Maculosa: aspectos epidemiológicos, clínicos e ambientais

4. Universidade de São Paulo — Carrapatos em cães no Brasil

Referência sobre a ocorrência de diferentes espécies de carrapatos em cães brasileiros e a relação entre ambiente urbano e rural.

USP — Carrapato em cães no Brasil

5. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária — Ixodidae em cães do Paraná

Estudo que identificou diferentes espécies de carrapatos em cães de áreas urbanas e rurais, incluindo Rhipicephalus sanguineus, Amblyomma aureolatum e Amblyomma ovale.

Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária — Ixodidae em cães no Paraná

6. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária — Carrapatos e agentes transmitidos associados a cães

Estudo publicado em 2024 que identificou seis espécies de carrapatos em cães de uma área de proteção ambiental brasileira, demonstrando a diversidade de espécies que podem parasitar cães conforme o ambiente.

Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária — Carrapatos e agentes transmitidos em cães

7. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science — Carrapato em gatos

Relato científico que documentou Rhipicephalus sanguineus sensu lato em gatos domésticos no Brasil, com investigação de Ehrlichia canis.

USP — Carrapato Rhipicephalus sanguineus em gatos

📝 Conclusão

Carrapatos não são todos iguais.

Existem centenas de espécies e, no Brasil, diferentes carrapatos podem parasitar cães e gatos dependendo da região, do ambiente e do estilo de vida do animal.

Entre os mais importantes para o tutor estão:

🕷️ Rhipicephalus sanguineus sensu lato

Carrapato-vermelho-do-cão

🕷️ Amblyomma sculptum

Carrapato-estrela

🕷️ Amblyomma aureolatum

Carrapato-amarelo-do-cão

🕷️ Amblyomma ovale

Carrapato associado principalmente a determinados ambientes naturais

E existem ainda outras espécies que podem parasitar cães e outros animais.

O mais importante, entretanto, não é que o tutor consiga identificar sozinho todas as espécies.

É entender que:

🕷️ carrapatos podem transmitir agentes infecciosos;

🏠 algumas espécies podem estar associadas ao ambiente doméstico;

🌳 o risco muda de acordo com o local frequentado pelo pet;

🐶 cães e 🐱 gatos precisam de prevenção adequada;

👨‍⚕️ a escolha do antiparasitário deve considerar o animal individualmente.

A prevenção contínua, a inspeção do animal após passeios e o controle adequado do ambiente são ferramentas importantes para reduzir a exposição.

🐾 Carrapato é pequeno, mas o problema que ele pode carregar não é.

PadrãoOuro Pet — informação veterinária para quem ama e cuida.

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