Gato com doença renal: sinais que o tutor precisa conhecer

Índice de Conteúdo Ocultar

Doença renal em gatos: por que o tutor precisa ficar atento?

Os rins são órgãos fundamentais para a sobrevivência do gato. Este artigo trata sobre doença renal em gatos, sinais importantes para o cuidado do Pet.

Eles ajudam a filtrar o sangue, eliminar resíduos pela urina, controlar o equilíbrio de água e eletrólitos e participar da regulação da pressão arterial e de outros processos importantes do organismo.

O problema é que a doença renal em gatos crônica (DRC) pode avançar durante bastante tempo sem produzir sinais claros.

Nas fases iniciais, muitos gatos parecem completamente normais. Conforme a função renal diminui, podem surgir aumento da sede e da quantidade de urina, perda de peso, redução do apetite, vômitos e apatia.

Por isso, principalmente em gatos idosos, não é recomendado esperar os sintomas aparecerem para começar a acompanhar a saúde dos rins.

O que é doença renal crônica em gatos?

A doença renal crônica é uma alteração persistente da estrutura ou da função dos rins.

Ela pode evoluir lentamente e provocar perda progressiva da capacidade de funcionamento renal.

A doença é particularmente comum em gatos mais velhos. A Cornell University College of Veterinary Medicine informa que a DRC pode afetar até 40% dos gatos com mais de 10 anos e 80% dos gatos com mais de 15 anos.

Isso não significa que todo gato idoso terá doença renal.

Significa que a idade aumenta a importância do acompanhamento preventivo.

Quais são os primeiros sinais de doença renal em gatos?

Um dos maiores desafios é justamente reconhecer os primeiros sinais.

Entre os mais importantes estão:

💧 1. O gato começa a beber mais água

O gato pode procurar água com mais frequência ou permanecer mais tempo junto ao bebedouro.

🚽 2. O gato começa a urinar mais

A perda da capacidade de concentrar adequadamente a urina pode fazer com que o animal produza volumes maiores de urina.

⚖️ 3. Perda de peso

O emagrecimento pode aparecer à medida que a doença progride.

🍽️ 4. Redução do apetite

O gato pode começar a comer menos ou demonstrar menos interesse pela comida.

😴 5. Mais sono e menos disposição

O animal pode ficar mais quieto e deixar de participar de atividades que anteriormente apreciava.

Esses sinais não confirmam doença renal isoladamente, mas justificam uma avaliação veterinária.

10 sinais que podem indicar doença renal no gato

Observe especialmente se seu gato apresentar:

  1. Bebe mais água que o habitual
  2. Urina em maior quantidade
  3. Perde peso
  4. Come menos
  5. Apresenta vômitos
  6. Fica mais quieto
  7. Parece desidratado
  8. Deixa de se cuidar e fica com o pelo desarrumado
  9. Apresenta mau hálito persistente
  10. Demonstra fraqueza ou palidez nas gengivas

A progressão da doença renal pode levar ao acúmulo de resíduos no sangue, causando mal-estar, letargia, perda de peso e alterações no apetite.

Gato bebendo muita água pode estar com problema nos rins?

Pode.

Mas beber muita água não significa automaticamente doença renal.

O aumento da sede pode ocorrer em diferentes doenças.

No caso da DRC, os rins perdem progressivamente a capacidade de concentrar a urina. O gato passa a eliminar mais água pela urina e tende a compensar essa perda aumentando a ingestão de líquidos.

Portanto, se você percebeu uma mudança persistente no consumo de água, vale conversar com o veterinário.

Por que o gato com doença renal urina mais?

Os rins saudáveis conseguem concentrar a urina e conservar água quando necessário.

Com a perda da função renal, essa capacidade pode diminuir.

Consequentemente, o gato pode produzir uma urina mais diluída e em maior volume.

O tutor pode perceber:

mais urina → mais perda de água → mais sede.

Esse ciclo é um dos sinais clássicos da doença renal crônica felina.

O gato com doença renal sente dor?

A resposta depende da causa e da situação clínica.

A doença renal crônica não deve ser entendida simplesmente como uma doença que sempre causa dor intensa.

Entretanto, o gato pode apresentar náusea, mal-estar, fraqueza e outros desconfortos à medida que a doença progride.

Além disso, determinadas doenças que provocam lesão renal, como cálculos, infecções ou outras alterações, podem provocar dor.

Por isso, qualquer mudança importante no comportamento do gato merece investigação.

Por que o gato com doença renal emagrece?

O emagrecimento pode acontecer por diferentes motivos.

À medida que a doença progride, o gato pode:

  • perder o apetite;
  • apresentar náusea;
  • comer menos;
  • perder massa muscular;
  • sofrer alterações metabólicas.

A perda de peso involuntária em um gato idoso nunca deve ser simplesmente atribuída ao envelhecimento.

Gato velho emagrecendo precisa ser investigado.

Doença renal pode causar vômitos?

Pode.

Em fases mais avançadas, o acúmulo de resíduos e outras alterações metabólicas relacionadas à perda da função renal podem contribuir para náuseas e vômitos.

Entretanto, vômitos são um sinal muito inespecífico.

Um gato que vomita frequentemente precisa ser avaliado porque existem muitas outras possíveis causas.

O pelo do gato pode mudar?

Pode.

Um gato que não está se sentindo bem pode diminuir o comportamento normal de higiene.

O tutor pode perceber:

  • pelo mais oleoso;
  • pelo embolado;
  • aparência desleixada;
  • redução da frequência de lambedura.

Esse sinal não é exclusivo da doença renal, mas pode indicar que o gato não está se sentindo bem.

Doença renal pode causar pressão alta?

Sim.

A hipertensão arterial é uma complicação importante associada à doença renal em gatos.

A pressão alta pode provocar lesões em diferentes órgãos, incluindo:

  • olhos;
  • cérebro;
  • coração;
  • rins.

Alterações repentinas na visão, desorientação ou fraqueza podem estar relacionadas à hipertensão e exigem avaliação veterinária.

Por isso, a medição da pressão arterial é uma parte importante da avaliação do gato com doença renal.

Doença renal pode deixar o gato cego?

Indiretamente, sim.

A doença renal está associada a um risco aumentado de hipertensão.

Quando a pressão arterial fica muito elevada, pode ocorrer lesão ocular e alterações súbitas da visão.

Se o gato aparentemente perder a visão de repente, bater nos objetos ou apresentar pupilas muito alteradas, procure atendimento veterinário rapidamente.

Doença renal pode causar anemia?

Pode.

Os rins participam da produção de eritropoietina, um hormônio importante para a formação dos glóbulos vermelhos.

Quando a doença renal crônica avança, a produção desse hormônio pode diminuir, contribuindo para anemia.

O tutor pode perceber:

  • cansaço;
  • fraqueza;
  • menor disposição;
  • perda de apetite;
  • gengivas mais pálidas.

A anemia também possui outras causas, portanto o diagnóstico precisa ser feito por exames.

Quais são as causas da doença renal em gatos?

Existem diversas causas e fatores associados.

Entre eles podem estar:

  • envelhecimento;
  • doenças renais crônicas;
  • alterações congênitas;
  • doenças hereditárias;
  • infecções;
  • cálculos urinários;
  • doenças que afetam diretamente o tecido renal;
  • hipertensão;
  • exposição a determinadas substâncias tóxicas.

Em alguns gatos, entretanto, a causa original da doença renal crônica não consegue ser determinada.

Um exemplo de doença hereditária é a doença renal policística, encontrada principalmente em gatos Persas e algumas raças relacionadas.

Gatos Persas podem ter uma doença renal hereditária?

Sim.

A doença renal policística (PKD) é uma alteração hereditária caracterizada pela formação de cistos cheios de líquido no tecido renal.

Ela ocorre principalmente em gatos Persas, embora também possa aparecer em algumas outras raças.

Os sinais podem ser semelhantes aos de outras doenças renais, incluindo:

  • aumento da sede;
  • aumento da urina;
  • perda de peso;
  • redução do apetite;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • letargia.

A ultrassonografia pode ser utilizada na investigação.

Como o veterinário diagnostica doença renal em gatos?

O diagnóstico não depende de um único exame.

O veterinário pode utilizar:

🩸 Exames de sangue

Podem avaliar:

  • ureia;
  • creatinina;
  • SDMA;
  • eletrólitos;
  • fósforo;
  • proteínas;
  • células sanguíneas.

🧪 Exame de urina

Pode avaliar:

  • concentração da urina;
  • pH;
  • proteínas;
  • sangue;
  • células;
  • bactérias;
  • outros componentes.

🩺 Pressão arterial

É especialmente importante porque gatos com doença renal apresentam risco aumentado de hipertensão.

🖥️ Exames de imagem

Dependendo do caso, podem ser utilizados:

  • ultrassonografia;
  • radiografia;
  • outros exames de imagem.

A Cornell destaca que nenhum exame isolado fornece uma visão completa da função renal e do prognóstico.

O que é creatinina?

A creatinina é um dos marcadores utilizados para avaliar a função renal.

Entretanto, ela precisa ser interpretada com cuidado.

A massa muscular do animal pode influenciar o resultado. Um gato muito magro, por exemplo, pode apresentar creatinina aparentemente normal mesmo tendo perda de função renal.

Por isso, o veterinário não deve avaliar a creatinina isoladamente.

O que é SDMA?

O SDMA (dimetilarginina simétrica) é outro marcador utilizado na avaliação da função renal.

Uma vantagem é que ele sofre menos influência da massa muscular do que a creatinina.

A Cornell destaca que o SDMA pode aumentar mais cedo durante a progressão da doença renal, embora também precise ser interpretado em conjunto com outros dados clínicos e laboratoriais.

O exame de urina é importante?

Muito.

O exame de urina pode fornecer informações que o exame de sangue sozinho não consegue mostrar.

Um dos parâmetros importantes é a densidade urinária, que ajuda a avaliar a capacidade dos rins de concentrar a urina.

Também podem ser avaliados:

  • proteínas;
  • sangue;
  • células;
  • bactérias;
  • pH.

A relação proteína/creatinina urinária, conhecida como UPC, também pode ser utilizada para investigar perda de proteínas pela urina.

Como a doença renal é classificada?

A IRIS — International Renal Interest Society desenvolveu um sistema internacional de estadiamento da doença renal crônica em cães e gatos.

O estadiamento considera parâmetros laboratoriais e clínicos e também pode incluir a avaliação de:

  • proteinúria;
  • pressão arterial.

É importante que o estadiamento seja realizado em um animal estável e adequadamente hidratado, pois desidratação ou doença aguda podem alterar alguns resultados.

Doença renal em gatos tem cura?

A doença renal crônica, em geral, não possui cura definitiva.

Isso não significa que não exista tratamento.

O objetivo é:

  • controlar complicações;
  • manter hidratação;
  • preservar a qualidade de vida;
  • controlar a pressão arterial;
  • controlar alterações metabólicas;
  • oferecer alimentação adequada;
  • retardar, quando possível, a progressão da doença.

O prognóstico varia muito de acordo com o estágio e a resposta individual ao tratamento.

Como é o tratamento da doença renal em gatos?

O tratamento é individualizado.

Pode envolver:

  • dieta terapêutica;
  • aumento da ingestão de água;
  • controle da hipertensão;
  • controle da proteinúria;
  • correção de alterações de eletrólitos;
  • tratamento de náuseas;
  • controle de alterações do fósforo;
  • tratamento da anemia quando necessário;
  • fluidoterapia em determinados pacientes.

Nem todo gato precisa das mesmas medidas.

O tratamento deve ser definido pelo veterinário de acordo com o estágio e as alterações encontradas.

A alimentação é importante para o gato com doença renal?

Sim.

A alimentação terapêutica é uma das partes mais importantes do manejo da doença renal crônica.

Dietas formuladas especificamente para pacientes renais podem ter restrições controladas de determinados nutrientes, incluindo fósforo, e composição adequada às necessidades desses animais.

Mas existe uma regra muito importante:

O gato precisa continuar comendo.

A transição para uma dieta terapêutica deve ser feita com cuidado, porque a recusa alimentar pode causar problemas graves nos gatos.

A Cornell recomenda uma transição gradual e atenção à textura, temperatura e sabor do alimento para aumentar a aceitação.

Posso trocar a ração do meu gato por uma ração renal por conta própria?

Não é recomendado.

Antes de utilizar uma dieta terapêutica, é importante saber:

  • se o gato realmente tem doença renal;
  • qual é o estágio;
  • quais alterações estão presentes;
  • se existem outras doenças;
  • se o gato aceitará a alimentação.

Ração renal é uma ferramenta terapêutica, não simplesmente uma ração preventiva para qualquer gato.

A escolha deve ser feita com orientação veterinária.

A hidratação é importante?

Muito.

Gatos com doença renal podem perder mais água pela urina.

Por isso, manter uma boa ingestão de líquidos é uma parte importante do manejo.

Algumas estratégias podem ajudar:

  • oferecer água fresca;
  • disponibilizar vários recipientes;
  • manter os potes limpos;
  • oferecer fonte de água se o gato gostar;
  • utilizar alimentação úmida quando indicada;
  • conversar com o veterinário sobre outras estratégias de hidratação.

Em alguns pacientes com doença mais avançada, o veterinário pode recomendar fluidoterapia sob a pele.

O gato com doença renal pode tomar soro em casa?

Em alguns casos, sim.

Determinados gatos com doença renal avançada podem receber fluidoterapia subcutânea em casa, depois que o tutor é devidamente orientado pelo veterinário.

Não é algo que deve ser feito sem treinamento.

A quantidade, frequência e tipo de fluido precisam ser determinados para aquele paciente.

O gato com doença renal precisa tomar medicamentos?

Depende.

Não existe uma lista de medicamentos que todos os gatos com doença renal precisam receber.

O tratamento pode incluir medicamentos para determinadas complicações, como:

  • hipertensão;
  • proteinúria;
  • náusea;
  • alterações do fósforo;
  • anemia;
  • alterações de potássio.

A escolha depende dos exames e do estágio da doença.

🚨 Quando a doença renal pode ser uma emergência?

Um gato com doença renal crônica pode ser acompanhado por bastante tempo, mas determinadas situações exigem atendimento rápido.

Procure atendimento veterinário se o gato apresentar:

  • vômitos repetidos;
  • recusa alimentar;
  • prostração intensa;
  • desidratação importante;
  • dificuldade para respirar;
  • convulsões;
  • desorientação;
  • perda súbita da visão;
  • fraqueza intensa;
  • dificuldade ou incapacidade de urinar;
  • piora rápida do estado geral.

Um gato que não consegue urinar também pode estar sofrendo uma obstrução urinária, que é uma emergência diferente da doença renal crônica.

Como ajudar um gato com doença renal em casa?

O tutor tem um papel fundamental.

💧 Mantenha água disponível

Tenha água limpa em locais acessíveis.

🍽️ Observe a alimentação

Registre alterações no apetite.

⚖️ Acompanhe o peso

A perda de peso pode indicar progressão da doença ou outro problema.

🧹 Observe a caixa de areia

Mudanças na quantidade de urina podem ser importantes.

💊 Siga corretamente as prescrições

Não interrompa ou altere medicamentos sem orientação.

🩺 Compareça aos retornos

A doença renal precisa de acompanhamento.

Como saber se o tratamento está funcionando?

O objetivo não é simplesmente “normalizar” um único exame.

O veterinário acompanha uma combinação de fatores:

  • sinais clínicos;
  • peso;
  • apetite;
  • hidratação;
  • pressão arterial;
  • exames de sangue;
  • exame de urina;
  • proteinúria;
  • fósforo;
  • eletrólitos;
  • evolução do estágio renal.

O acompanhamento periódico permite identificar mudanças e ajustar o tratamento.

É possível prevenir a doença renal em gatos?

Nem todos os casos podem ser prevenidos.

Algumas doenças renais possuem componentes genéticos ou causas que não podem ser evitadas.

Mas o tutor pode contribuir para a saúde geral do gato:

🩺 Faça consultas periódicas

Principalmente quando o gato envelhece.

🧪 Realize exames preventivos

O veterinário pode recomendar sangue, urina e pressão arterial.

💧 Estimule uma boa ingestão de água

Disponibilize água limpa e fresca.

⚖️ Controle o peso

Evite obesidade e sedentarismo.

☠️ Evite substâncias tóxicas

Mantenha medicamentos e produtos potencialmente perigosos longe do alcance do gato.

🍽️ Ofereça alimentação adequada

Evite dietas improvisadas e mudanças frequentes sem orientaçã

Com que idade o gato deve começar a fazer check-up renal?

Não existe uma idade única que sirva para todos os gatos.

Porém, como a doença renal é especialmente comum em gatos idosos, o acompanhamento preventivo ganha ainda mais importância com o avanço da idade.

As diretrizes ISFM recomendam avaliações de saúde mais frequentes em gatos acima de 7 anos, incluindo avaliação do peso, condição corporal e pressão arterial, além de exames laboratoriais conforme a necessidade.

Converse com o veterinário sobre a frequência adequada para o seu gato.


Perguntas frequentes

Quais são os primeiros sinais de doença renal em gatos?

Os sinais mais comuns incluem aumento da sede e da urina. Com a progressão, podem aparecer perda de peso, redução do apetite, vômitos e letargia.

Gato com doença renal bebe muita água?

Pode beber. Isso acontece porque os rins perdem parte da capacidade de concentrar a urina, levando a maior perda de água.

Gato com doença renal emagrece?

Sim. A perda de peso pode ocorrer com a progressão da doença e também pode estar relacionada à redução do apetite e perda de massa muscular.

Doença renal em gatos tem cura?

A doença renal crônica geralmente não tem cura definitiva, mas pode ser manejada com tratamento e acompanhamento veterinário.

Todo gato idoso terá doença renal?

Não. A idade aumenta o risco, mas não significa que todos os gatos idosos desenvolverão doença renal.

Qual exame detecta doença renal em gatos?

A investigação pode envolver exames de sangue, urinálise, SDMA, pressão arterial e, dependendo do caso, exames de imagem. Nenhum exame isolado fornece todas as informações necessárias.

O gato com doença renal pode comer ração normal?

Depende do caso. Dietas terapêuticas podem fazer parte do tratamento da doença renal crônica, mas a escolha deve ser orientada pelo veterinário.

Gato com doença renal deve beber mais água?

A hidratação adequada é importante. O gato deve ter acesso constante a água fresca e o veterinário pode recomendar estratégias adicionais conforme o estágio da doença.

Leia também

Conclusão

A doença renal em gatos merece atenção especial porque pode permanecer silenciosa durante muito tempo.

Quando os sinais começam a aparecer, o tutor pode perceber que o gato está bebendo mais água, urinando mais, emagrecendo, comendo menos ou ficando mais quieto.

Em fases mais avançadas, podem ocorrer vômitos, desidratação, anemia, hipertensão e outras complicações.

A boa notícia é que o diagnóstico precoce permite uma abordagem mais cuidadosa e pode contribuir para preservar a qualidade de vida do animal.

Por isso, especialmente em gatos adultos e idosos:

não espere seu gato ficar doente para investigar a saúde dos rins.

Consultas periódicas, exames de sangue e urina e acompanhamento da pressão arterial podem ajudar o veterinário a identificar alterações mais cedo.

E lembre-se:

Gato que bebe muito mais água, urina mais, emagrece ou perde o apetite merece investigação veterinária.

🚨 Aviso

Este artigo possui finalidade educativa e informativa e não substitui consulta, exame físico, diagnóstico ou tratamento realizado por um médico-veterinário.

Não ofereça medicamentos, suplementos, fluidos ou dietas terapêuticas por conta própria.

Se o gato apresentar vômitos persistentes, recusa alimentar, prostração intensa, dificuldade para respirar, convulsões, perda súbita da visão ou incapacidade de urinar, procure atendimento veterinário.

🩺 Revisão técnica

Conteúdo elaborado com base em referências veterinárias e diretrizes internacionais de nefrologia e medicina felina, incluindo IRIS, Cornell University College of Veterinary Medicine e International Society of Feline Medicine/International Cat Care.

Fontes científicas e veterinárias

1. International Renal Interest Society — IRIS

A IRIS desenvolve diretrizes internacionais para diagnóstico, estadiamento e tratamento das doenças renais em cães e gatos.

IRIS — Guidelines

2. Cornell University College of Veterinary Medicine — Chronic Kidney Disease

Material do Cornell Feline Health Center sobre doença renal crônica em gatos, incluindo sinais clínicos, diagnóstico, exames, tratamento, alimentação, hidratação e prognóstico.

Cornell Feline Health Center — Chronic Kidney Disease

3. International Society of Feline Medicine — Consensus Guidelines on Feline Chronic Kidney Disease

Diretrizes sobre diagnóstico, avaliação e acompanhamento da doença renal crônica felina, incluindo a importância do acompanhamento de gatos idosos.

ISFM Consensus Guidelines — Feline Chronic Kidney Disease

4. Cornell University College of Veterinary Medicine — Hypertension

Material sobre hipertensão em gatos e sua relação com doença renal, incluindo os riscos para olhos, cérebro, coração e rins.

Cornell — Hypertension in Cats

5. Cornell University College of Veterinary Medicine — Polycystic Kidney Disease

Referência sobre doença renal policística felina, uma alteração hereditária observada principalmente em gatos Persas e algumas raças relacionadas.

Cornell — Polycystic Kidney Disease

9 comentários em “Gato com doença renal: sinais que o tutor precisa conhecer”

  1. Pingback: gato agressivo
  2. Pingback: PIF em gatos
  3. Pingback: gato espirrando

Deixe um comentário