Você percebeu que seu gato está soltando muito pelo pela casa ou que algumas regiões do corpo estão ficando com falhas na pelagem? Embora a queda de pelos seja um processo natural nos felinos, mudanças na quantidade de pelos, o aparecimento de áreas sem pelagem e a presença de coceira ou feridas podem indicar um problema de saúde.
A pelagem dos gatos ajuda a proteger a pele e participa da regulação térmica. Por isso, observar sua aparência é uma maneira importante de acompanhar o bem-estar do animal.
O gato perdendo pelo pode estar apenas renovando a pelagem, mas também pode apresentar alterações relacionadas a pulgas, alergias, infecções de pele, estresse, dor ou outras doenças.
Neste artigo do PadrãoOuro Pet, você vai entender como diferenciar a queda normal da perda anormal de pelos, conhecer as causas mais frequentes e descobrir quais sinais merecem atenção veterinária.
1. É normal o gato perder pelo?
Sim. A troca de pelos faz parte do ciclo natural de crescimento e renovação da pelagem. Durante esse processo, os fios antigos caem e são substituídos por novos.
A intensidade da queda varia conforme características individuais, tipo de pelagem, ambiente, condições de saúde e rotina do animal.
Gatos que vivem dentro de casa podem soltar pelos durante todo o ano, pois a exposição à iluminação artificial e às condições ambientais internas pode influenciar o ciclo da pelagem.
Como reconhecer a queda natural?
Em geral, a troca normal de pelos apresenta estas características:
- O gato mantém a pelagem relativamente uniforme.
- Não surgem áreas claramente sem pelos.
- A pele permanece sem feridas, crostas ou vermelhidão.
- O animal não apresenta coceira persistente nem lambedura exagerada.
- O comportamento, o apetite e a disposição continuam habituais.
A escovação regular ajuda a remover os pelos soltos e a reduzir a quantidade espalhada pela casa.
Atenção: não existe uma quantidade única de pelos considerada normal para todos os gatos. O mais importante é observar mudanças em relação ao padrão habitual do seu animal.
2. Quando a queda de pelo deixa de ser normal?
A queda merece investigação quando provoca falhas visíveis na pelagem, áreas de pele exposta ou alterações na própria pele.
Na medicina veterinária, a perda parcial ou completa de pelos em regiões onde normalmente existem fios é chamada de alopecia.
Ela não é uma doença específica, mas um sinal clínico que pode ter diferentes causas. O tratamento adequado depende da identificação do problema responsável pela perda de pelos.
Observe especialmente os seguintes sinais:
- Falhas circulares ou áreas extensas sem pelos.
- Coceira frequente, mordidas na pele ou lambedura excessiva.
- Vermelhidão, descamação ou crostas.
- Feridas, secreções ou mau cheiro na pele.
- Pelagem quebradiça ou aspecto progressivamente irregular.
- Mudanças de apetite, peso, disposição ou consumo de água.
A presença desses sinais justifica uma avaliação veterinária. Não é recomendável esperar que a área sem pelos aumente para procurar ajuda.

3. Quais são as principais causas da queda de pelo em gatos?
Existem diferentes condições capazes de provocar perda de pelos. Algumas afetam diretamente a pele e os folículos pilosos; outras levam o gato a coçar, morder ou lamber excessivamente determinadas regiões.
3.1. Pulgas e outros parasitas
As pulgas estão entre as causas importantes de coceira e alterações dermatológicas em gatos.
Alguns animais desenvolvem dermatite alérgica à picada de pulga, uma reação de hipersensibilidade à saliva do parasita. Nesses casos, poucas picadas podem desencadear coceira intensa e lesões na pele.
O gato pode lamber ou morder principalmente a região lombar, a base da cauda e outras áreas do corpo, provocando falhas na pelagem.
A ausência de pulgas visíveis não exclui esse problema.
O controle de parasitas deve ser realizado com produtos adequados para gatos e conforme a orientação veterinária. Nunca aplique no felino um antiparasitário destinado a cães sem confirmar sua segurança para essa espécie.
3.2. Alergias
As alergias também podem causar coceira, inflamação e perda de pelos.
Entre as possibilidades estão:
- Alergia à picada de pulgas.
- Reações a componentes da alimentação.
- Alergias ambientais.
- Reações a determinadas substâncias com as quais o animal entra em contato.
O padrão das lesões varia de acordo com o caso. Alguns gatos apresentam alterações na cabeça e no pescoço, enquanto outros desenvolvem lesões em diferentes regiões.
O diagnóstico pode exigir investigação clínica e, em determinadas situações, testes ou dietas de eliminação conduzidos pelo veterinário.
Não é indicado trocar repetidamente a alimentação ou excluir ingredientes por conta própria, pois isso pode dificultar a investigação e comprometer o equilíbrio nutricional.
3.3. Micose e outras infecções de pele
A dermatofitose, popularmente conhecida como micose, é uma infecção causada por fungos que podem afetar os pelos e a pele.
Ela pode provocar áreas com falhas na pelagem, pelos quebrados, descamação e crostas. Entretanto, nem toda micose apresenta lesões circulares típicas, e alguns gatos podem ter sinais discretos.
A dermatofitose merece atenção especial porque pode ser transmitida a outros animais e, em determinadas circunstâncias, às pessoas.
Outras infecções cutâneas, inclusive bacterianas, também podem causar alterações na pele e na pelagem.
Se houver suspeita de micose, evite compartilhar escovas e outros objetos entre os animais e procure orientação veterinária para confirmar o diagnóstico e definir os cuidados de higiene necessários.
3.4. Estresse, ansiedade e lambedura excessiva
Os gatos são animais sensíveis a mudanças ambientais e de rotina. Alterações na casa, conflitos com outros animais, falta de locais seguros e mudanças importantes no convívio podem contribuir para situações de estresse.
Alguns gatos respondem lambendo o próprio corpo de maneira excessiva. Esse comportamento pode quebrar ou remover os pelos, deixando a pele aparentemente lisa em determinadas regiões.
É importante, porém, não atribuir automaticamente a queda de pelo ao estresse.
A lambedura excessiva também pode ser uma resposta à coceira ou à dor. O veterinário precisa investigar causas físicas antes de concluir que o problema é predominantemente comportamental.
3.5. Dor e desconforto
Quando um gato sente dor em determinada região, pode lamber repetidamente o local na tentativa de aliviar o desconforto.
Por exemplo, alterações musculoesqueléticas, dores articulares e outros problemas podem modificar o comportamento de higiene do animal.
Se a queda de pelo estiver concentrada em uma região e vier acompanhada de sensibilidade, dificuldade de movimentação ou mudança de comportamento, informe esses detalhes ao veterinário.
3.6. Alimentação inadequada e deficiências nutricionais
A saúde da pele e a formação dos pelos dependem de uma alimentação nutricionalmente equilibrada.
Dietas inadequadas, restrições alimentares mal planejadas e deficiências nutricionais podem prejudicar a qualidade da pelagem e, em algumas situações, contribuir para a perda de pelos.
Entretanto, a queda de pelo isolada não comprova deficiência nutricional.
Ofereça um alimento completo e adequado à fase de vida do gato. Suplementos de vitaminas, minerais ou ácidos graxos só devem ser utilizados quando houver indicação apropriada, pois a suplementação desnecessária pode causar desequilíbrios.
3.7. Doenças sistêmicas e alterações hormonais
Algumas doenças que afetam o organismo como um todo podem provocar mudanças na pele e na pelagem.
Alterações hormonais são possíveis, embora nem toda perda de pelos em gatos tenha origem endócrina. Doenças metabólicas, problemas de saúde prolongados e determinadas medicações também podem estar envolvidos.
A suspeita aumenta quando a alteração da pelagem aparece junto de outros sinais, como emagrecimento, mudança de apetite, aumento da sede, alteração na quantidade de urina ou redução da disposição.
Nesses casos, a investigação pode exigir exames de sangue, urina e outros testes definidos pelo profissional.
4. Gato perdendo pelo em algumas partes do corpo: o que observar?
A localização das falhas pode ajudar o veterinário a levantar hipóteses, mas não permite estabelecer um diagnóstico isoladamente.
| Região afetada | O que pode estar associado |
| Base da cauda e região lombar | Pulgas, alergias e coceira |
| Barriga e parte interna das coxas | Lambedura excessiva, alergias ou outras doenças de pele |
| Cabeça e orelhas | Infecções, parasitas ou processos alérgicos |
| Áreas circulares com descamação | Possibilidade de dermatofitose, entre outras causas |
| Várias regiões simétricas | Lambedura repetitiva ou outras condições dermatológicas |
Essas associações são apenas orientativas. Diferentes doenças podem produzir lesões semelhantes, e mais de uma condição pode estar presente ao mesmo tempo.
Não tente diagnosticar o problema apenas pela aparência das falhas. A avaliação da pele, o histórico do animal e os exames apropriados são fundamentais.
5. Como saber se o gato está se lambendo demais?
A higiene faz parte do comportamento normal dos felinos. O sinal de alerta surge quando o gato passa a lamber, morder ou arrancar pelos de maneira repetitiva, especialmente em uma mesma região.
Observe se ele:
- Interrompe frequentemente outras atividades para se lamber.
- Insiste em uma região específica do corpo.
- Apresenta pelos quebrados ou falhas na pelagem.
- Desenvolve vermelhidão, feridas ou crostas.
- Demonstra desconforto quando a região é tocada.
Se perceber esses comportamentos, registre quando ocorrem e quais regiões são afetadas. Um vídeo curto pode ajudar o veterinário a compreender o comportamento durante a consulta.
Não repreenda o gato por se lamber. A prioridade é descobrir se existe coceira, dor, inflamação ou algum fator ambiental contribuindo para o problema.

6. O que fazer quando o gato está perdendo muito pelo?
A primeira medida é avaliar se há apenas queda de pelos soltos ou se estão aparecendo falhas, lesões e outros sinais.
Você pode adotar alguns cuidados seguros enquanto organiza a avaliação.
1. Observe a pele e a pelagem. Procure falhas, vermelhidão, crostas, descamação e áreas que o gato lambe repetidamente.
2. Mantenha a escovação adequada. Utilize uma escova apropriada ao tipo de pelagem e faça movimentos delicados. Interrompa se o animal demonstrar dor ou desconforto.
3. Revise o controle de parasitas. Converse com o veterinário sobre prevenção contra pulgas e outros parasitas, considerando a idade, o peso e as condições de saúde do gato.
4. Mantenha uma alimentação completa. Evite dietas improvisadas e suplementos sem indicação profissional.
5. Reduza possíveis fontes de estresse. Ofereça esconderijos, locais elevados, brincadeiras, recursos distribuídos pela casa e uma rotina previsível.
6. Marque uma consulta se houver falhas ou alterações na pele. Mesmo que o gato continue comendo e brincando normalmente, a presença de alopecia merece investigação.
Não aplique álcool, óleos essenciais, pomadas humanas, receitas caseiras ou medicamentos por conta própria. Alguns produtos podem irritar a pele ou ser tóxicos para os gatos.

7. Como é feito o diagnóstico veterinário?
O diagnóstico começa com uma conversa sobre o histórico do animal e um exame físico completo.
O veterinário poderá perguntar quando a queda começou, se houve mudanças na alimentação ou no ambiente, quais produtos antiparasitários são utilizados e se existem outros animais ou pessoas com lesões semelhantes.
Conforme os achados, a investigação pode incluir:
- Pente fino para procurar pulgas ou seus vestígios.
- Raspados e exames de amostras da pele.
- Avaliação microscópica dos pelos.
- Exames para investigar fungos e bactérias.
- Testes de sangue ou urina quando houver suspeita de doença sistêmica.
- Outros exames dermatológicos, conforme a necessidade.
Nem todo gato precisa realizar todos esses procedimentos. A escolha depende da história clínica, da distribuição das lesões e das hipóteses levantadas durante o exame.
8. Como tratar a queda de pelo em gatos?
O tratamento depende da causa identificada.
Se houver pulgas, o controle dos parasitas e a prevenção de novas infestações serão importantes. Nas infecções, o tratamento deverá ser direcionado ao agente envolvido. Alergias exigem investigação e controle dos fatores desencadeantes sempre que possível.
Quando há lambedura excessiva relacionada à dor ou ao estresse, é necessário tratar o problema de origem e estabelecer medidas apropriadas para melhorar o bem-estar do animal.
Nos casos associados à alimentação, o veterinário poderá avaliar a dieta e recomendar ajustes específicos.
Não existe um único remédio que resolva todas as causas de queda de pelo. A utilização inadequada de medicamentos pode mascarar os sinais, dificultar o diagnóstico e agravar algumas condições.
A recuperação da pelagem também varia: mesmo após o controle da causa, o crescimento dos pelos pode levar tempo.
9. Quando procurar um veterinário?
Agende uma consulta se perceber:
- Falhas novas ou progressivas na pelagem.
- Coceira ou lambedura persistente.
- Descamação, crostas ou alterações de cor da pele.
- Feridas que não cicatrizam.
- Queda de pelo acompanhada de emagrecimento ou mudanças de apetite.
- Alterações no consumo de água ou na quantidade de urina.
Procure atendimento com urgência se houver dor intensa, feridas extensas, sangramento importante, prostração acentuada ou piora rápida do estado geral.
Se houver suspeita de micose, procure orientação sem demora e adote precauções de higiene para reduzir a possibilidade de transmissão.
Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores serão as chances de iniciar o tratamento adequado e evitar complicações.
10. Como prevenir problemas na pelagem do gato?
Nem todas as causas de alopecia podem ser prevenidas, mas algumas medidas ajudam a preservar a saúde da pele e dos pelos.
- Ofereça alimentação completa e adequada à idade.
- Mantenha o controle de pulgas e outros parasitas com orientação veterinária.
- Realize consultas preventivas periódicas.
- Escove o gato de acordo com as necessidades da pelagem.
- Mantenha o ambiente limpo e enriquecido.
- Observe alterações no comportamento de higiene.
- Evite produtos e medicamentos sem indicação para gatos.
O acompanhamento regular permite identificar mudanças antes que se tornem mais graves.

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Perguntas frequentes sobre gato perdendo pelo
É normal o gato soltar pelo todos os dias?
Sim. A queda diária pode fazer parte da renovação natural da pelagem, especialmente em gatos que vivem dentro de casa. O sinal de alerta é o aparecimento de falhas, lesões ou mudanças importantes no padrão habitual.
Gato perdendo pelo pode ser estresse?
Sim, o estresse pode contribuir para a lambedura excessiva e a perda de pelos. Entretanto, alergias, parasitas, dor e outras doenças também podem causar esse comportamento. É importante investigar as causas físicas antes de atribuir o problema apenas ao estresse.
Micose em gatos passa para humanos?
Alguns fungos responsáveis pela dermatofitose podem ser transmitidos dos gatos para as pessoas e para outros animais. Se houver suspeita, procure orientação veterinária e mantenha cuidados de higiene.
O que dar para o gato parar de perder pelo?
Não existe um suplemento ou medicamento indicado para todos os casos. A conduta correta depende da causa. Oferecer alimentação completa, realizar a escovação adequada e buscar avaliação veterinária são medidas mais seguras do que medicar por conta própria.
Qual vitamina é boa para queda de pelo em gatos?
Não é indicado administrar vitaminas sem avaliar a alimentação e a condição clínica do animal. Se houver deficiência nutricional, o veterinário poderá recomendar a correção adequada. O excesso de alguns nutrientes também pode ser prejudicial.
Quanto tempo demora para o pelo do gato crescer novamente?
O tempo varia conforme a causa da perda, a extensão das lesões, o estado da pele e a saúde do animal. Mesmo após o tratamento correto, a recuperação da pelagem pode levar semanas ou meses.
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Fontes científicas e técnicas
- Manual MSD de Veterinária — Perda de pelos (alopecia) em gatos. Referência sobre causas, sinais clínicos, diagnóstico e tratamento.
https://www.msdvetmanual.com/pt/cat-owners/doen%C3%A7as-de-pele-em-gatos/perda-de-pelos-alopecia-em-gatos - Cornell University College of Veterinary Medicine — Feline Skin Diseases. Informações sobre doenças cutâneas felinas, sinais clínicos e investigação diagnóstica.
https://www.vet.cornell.edu/departments-centers-and-institutes/cornell-feline-health-center/health-information/feline-health-topics/feline-skin-diseases - ASPCA — Cat Grooming Tips. Orientações sobre escovação, queda natural de pelos e sinais que merecem avaliação veterinária.
https://www.aspca.org/pet-care/cat-care/cat-grooming-tips - PDSA — Hair Loss (Alopecia) in Cats. Referência complementar sobre causas de alopecia, sinais associados e quando procurar atendimento.
https://www.pdsa.org.uk/pet-help-and-advice/pet-health-hub/symptoms/hair-loss-alopecia-in-cats
Aviso importante
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a consulta, o exame clínico ou o diagnóstico realizado por um médico-veterinário. A queda de pelo pode ter diferentes causas, e o tratamento deve ser definido de acordo com a condição de cada animal.
PadrãoOuro Pet — Informação veterinária para cuidar melhor de quem faz parte da família.
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